Quais são os documentos necessários para fazer um inventário?
- Camilla Cortez
- há 6 dias
- 3 min de leitura
Perder alguém querido nunca é fácil. E, além da dor da ausência, muitas famílias se deparam com uma série de questões jurídicas que precisam ser resolvidas — entre elas, o inventário.
O inventário é o processo legal que organiza a partilha dos bens deixados por uma pessoa falecida. É por meio dele que se define quem são os herdeiros e o que cabe a cada um. Esse procedimento é obrigatório por lei e deve ser iniciado em até dois meses após o falecimento, sob pena de multa, no caso do inventário judicial ou extrajudicial.
Além disso, a presença de um advogado é obrigatória em qualquer tipo de inventário, seja ele realizado na Justiça ou diretamente em cartório. O advogado é responsável por orientar os herdeiros, redigir os documentos necessários e garantir que todo o processo seja feito conforme a lei, com segurança e agilidade.

Apesar de ser um tema delicado, entender como o inventário funciona — e, principalmente, quais documentos são necessários para iniciá-lo — pode tornar tudo mais leve e evitar atrasos e desgastes desnecessários.
Neste artigo, vou te mostrar de forma simples e objetiva a lista de documentos que você precisa reunir para dar entrada no inventário, seja ele feito no cartório (extrajudicial) ou na Justiça (judicial).
📄 Documentos do falecido
Certidão de óbito
RG e CPF
Certidão de casamento (se casado) ou escritura de união estável (se aplicável)
Testamento (se houver)
Esses documentos ajudam a identificar o falecido, o regime de bens e a existência de disposições de última vontade.
👨👩👧👦 Documentos dos herdeiros
RG e CPF de todos os herdeiros
Certidões de nascimento ou casamento (dependendo do estado civil)
Comprovante de endereço
Procuração (caso algum herdeiro seja representado por advogado)
São fundamentais para comprovar o vínculo com o falecido e garantir que todos os herdeiros sejam incluídos corretamente no processo.
🏡 Documentos dos bens
Imóveis:
Escritura ou matrícula atualizada do imóvel
IPTU do ano corrente
Certidão negativa de débitos municipais
Veículos:
CRLV (documento do veículo)
Tabela FIPE atualizada com o valor
Contas bancárias e investimentos:
Extratos bancários
Certificados de aplicações financeiras
Informações sobre previdência privada (se houver)
Outros bens:
Documentos de empresas, cotas societárias ou outros ativos relevantes
Esses documentos comprovam a existência dos bens e servem de base para o cálculo do ITCMD (imposto sobre herança).
⚖️ Documentos jurídicos e fiscais
Certidão negativa de débitos da Receita Federal
Declaração de Imposto de Renda do falecido
Certidão de inexistência de testamento (caso não haja testamento)
Certidão negativa de débitos estaduais
Esses documentos são exigidos para garantir que o espólio (conjunto de bens) esteja regularizado do ponto de vista fiscal e jurídico.
Conclusão
Organizar os documentos para iniciar um inventário pode parecer uma tarefa difícil — especialmente em um momento de luto e fragilidade emocional. Mas com a orientação certa, esse processo pode ser mais tranquilo e seguro para todos os envolvidos.
Ter a documentação completa evita atrasos, reduz custos e garante que a partilha dos bens ocorra de forma justa e legal. E lembre-se: a atuação de um advogado é essencial para garantir que tudo seja feito corretamente, dentro da lei e com o menor desgaste possível para a família.
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